Joaquim Sustelo A chuva quando cai tem a beleza Das lágrimas que correm por amor; É choro, é emoção da Natureza, Das nuvens, suas taças de licor Há sonhos que nos traz quando se ouve Seu som lá no telhado ou na vidraça; Beleza há na toada que se louve Qual música que toca e nos enlaça Não há nenhum poema que descreva As gotas numa pétala de flor; E cada, é uma lágrima que leva À terra, quando cai, o seu amor A alma se embebeda, se extasia Ao ver chover nos campos... no caminho... Embriaguês que chega por magia Como se em vez de água fosse vinho A chuva... obra do Céu, da Natureza, Tem música nas gotas, uma a uma... Balada que nos dá nessa beleza Dum dia que nos surge em tons de bruma.
Não apresses a chuva, ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra; não apresses o por do sol, ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio ; não apresses a tua alegria, ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza; não apresses teu silêncio, ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar, não apresses teu amor, ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração; não apresses tua raiva, ela tem seu tempo para abrir-se nas águas mansas da tua consciência; não apresses o outro, pois ele tem seu tempo para florescer aos olhos do Criador; não apresses a ti mesmo, pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução. Texto enviado por Ismael
Comentários
Postar um comentário