| Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar. Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre dos meus dedos colore as areias desertas O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho dentro de um navio... Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça. Depois, tudo estará perfeito: praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebrada. Cecilia Meireles |
Não apresses a chuva, ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra; não apresses o por do sol, ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio ; não apresses a tua alegria, ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza; não apresses teu silêncio, ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar, não apresses teu amor, ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração; não apresses tua raiva, ela tem seu tempo para abrir-se nas águas mansas da tua consciência; não apresses o outro, pois ele tem seu tempo para florescer aos olhos do Criador; não apresses a ti mesmo, pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução. Texto enviado por Ismael

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